Bolsonaro defende correção na tabela do IR: “Virou redutor de renda”

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar que o governo irá trabalhar a correção na tabela do Imposto de Renda. Segundo ele, o percentual ainda não foi definido, mas a mudança está “garantida”.

Este é o sétimo ano seguido em que a tabela não é ajustada. Também não houve aumento nas deduções permitidas, como aquelas relacionadas a dependentes ou à educação.

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o atual titular do Palácio do Planalto disse que a tabela do Imposto de Renda vem se transformando em “redutor de renda”.

“Agora está garantido com a equipe econômica. Vamos conversar. Não vou dizer o percentual ainda porque ainda não batemos o martelo. Mas vamos corrigir a tabela do Imposto de Renda, que, cada vez mais, vem se transformando não em tabela de Imposto de Renda, mas sim em redução de renda”, ressaltou.


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Promessa de campanha

No início desta semana, o presidente disse que a mudança será feita em um eventual segundo mandato. Promessa do então candidato Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018, a correção da tabela de isenção do Imposto de Renda não foi implementada em 2022.

De acordo com interlocutores, a equipe econômica quer elevar a faixa de isenção do IR – de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil.

A proposta original de Bolsonaro consistia em isentar todos os brasileiros que ganhassem até cinco salários mínimos (pouco menos de R$ 5 mil na época).

No fim do primeiro ano de mandato, o presidente modulou o discurso e reduziu o valor de isenção defendida para R$ 3 mil. Em 2020, contudo, com a pandemia de coronavírus e o rombo nas contas públicas, Bolsonaro passou a admitir que não seria possível elevar o piso de isenção de R$ 5 mil até o fim do seu mandato.

Veja como a tabela de isenção funciona atualmente:

  • salário de até R$ 1.903,98: alíquota do IRPF é isenta e a parcela dedutível é 0;
  • salário de R$ 1.903,99 até R$2.826,65: alíquota do IRPF é 7,5% e a parcela dedutível é 142,8;
  • salário de R$ 2.826,66 até R$3.751,05: alíquota do IRPF é de 15% e a parcela dedutível é 354,8;
  • salário R$ 3.751,06 até R$4.664,68: alíquota do IRPF é de 22,5% e a parcela dedutível é de 636,13;
  • salário acima de R$ 4.664,68: alíquota do IRPF é de 27,5% e a parcela dedutível é de 869,36.

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