“Casal ostentação” é condenado por usar dados médicos e comprar botox

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O casal acusado de usar dados médicos para comprar R$ 400 mil em produtos de estética, como botox e ácido hialurônico, foi condenado nesta terça-feira (2/8) pela 1ª Vara Criminal de Samambaia. Eles estão presos preventivamente desde outubro do ano passado.

A dupla e outros dois comparsas, também condenados, integravam uma organização criminosa especializada em crimes de estelionato, falsificação e uso de documentos públicos e particulares, bem como lavagem de capitais.

Roberto Luiz Ramos, 41 anos, líder do grupo e responsável por organizar as ações, foi condenado a 35 anos de prisão. A esposa dele, Andrea de Lima Batista Gomes Macedo, 39, teve a sentença estabelecida em sete anos. Ainda cabem recursos de ambas as condenações.

 


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As mercadorias foram apreendidas durante a Operação Full Face, deflagrada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf).

A investigação aponta que os suspeitos faziam as aquisições com uso ilegal de dados de médicos e dentistas. Eles também usavam cartões fraudados. Os itens eram vendidos por preços abaixo do mercado. Na época, as prisões temporárias foram prorrogadas pela Justiça do DF.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou que uma empresa teve prejuízo de R$ 750 mil. Os empresários alegaram que realizaram a venda, mas não receberam. Em uma das casas, localizada em Goiânia, foram apreendidos 520 frascos de produtos estéticos.

Laranjas

São investigados crimes como falsificação de documentos, abertura de contas em instituições bancárias com documentos falsos, abertura de empresas por meio meio de “laranjas” e compra de carros de luxo por meio de fraude. A coluna apurou que o casal levava uma vida de luxo. Costumava comprar roupas de marcas, fazia viagens e mantinha carros importados com o dinheiro dos golpes.

Os mandados de prisão temporária foram cumpridos em Samambaia e Santa Maria. E ordens judiciais de busca e apreensão, em Águas Claras, Samambaia, Santa Maria e Goiânia (GO).


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“Os atos criminosos eram praticados no Distrito Federal e Goiás há, no mínimo, dois anos. Os investigados têm antecedentes criminais por estelionato, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa”, destacou o delegado-chefe da Corf, Wisllei Salomão, à época da prisão.

As investigações tiveram início após comunicação de uma instituição bancária, na qual os bandidos usaram o documento falso de um morador de São Paulo (SP). Os presos poderão responder pelos crimes de falsificação de documento, falsidade ideológica, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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