DF: família de menino morto por raiva humana questiona vetor da doença

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A família do jovem de 18 anos que morreu após ser infectado com raiva humana no Distrito Federal questiona qual teria sido o real vetor da doença. O óbito do rapaz foi o primeiro registrado na capital do país após 44 anos de erradicação.

Em nota, os parentes da vítima afirmam que a gata citada como vetor de transmissão do vírus permaneceu saudável por 24 dias após a arranhadura que provocou no jovem em 15 de maio.

“O que por si já torna descartada a hipótese sustentada pelas autoridades sanitárias, visto que qualquer mamífero que transmite a raiva é portador final do vírus, pois, necessariamente, morre entre 5 e 7 dias do adoecimento estabelecido por protocolos internacionais, o prazo de segurança de 10 dias de observação de um animal suspeito”, diz o texto.

Os familiares frisam que o jovem não tinha o costume de frequentar ambientes silvestres e que, a única mudança na rotina do rapaz foi a volta às aulas presenciais na Universidade de Brasília (UnB). “A única alteração em sua rotina foi o ingresso no 1º semestre na Universidade de Brasília (UnB), em 06/06/2022, que coincidiu com o retorno presencial das aulas após 2 anos e 3 meses de lockdown devido à pandemia do Covid-19”.

Ainda segundo a família, em 8 de junho, o jovem teve contato com um gato no campus da universidade.

“[…] Um gato, cinza e branco, nas intermediações do ICC Central, com comportamentos estranhos chamou a atenção do jovem, que o apelidou de “gato chapado”, pois possuía olhar vesgo, muito brilhante e atento para o teto do local, era arisco e não se misturava com os demais, além do andar trôpego e cambaleante”.


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Veja a nota da família na íntegra: 

Nota à Imprensa – Família da vítima by Metropoles on Scribd

Respostas

A família afirma que foi apresentada notícia de fato ao Ministério Público pleiteando a devida apuração da execução das ações e das estratégias de vigilância, prevenção e controle de zoonoses, pela Vigilância Ambiental.

Até a mais recente atualização desta reportagem, a UnB e a Secretaria de Saúde não haviam se manifestado. O espaço segue aberto.

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