DF tem dois ex-governadores que dependem do STF para candidaturas

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Dois ex-governadores de campos ideológicos opostos dependem dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para terem a possibilidade de retornar oficialmente à vida pública no Distrito Federal.

José Roberto Arruda (PL), que comandou o Palácio do Buriti entre 2007 a março de 2010 – quando foi preso –, e Agnelo Queiroz (PT), governador entre 2011 e 2014, aguardam a sinalização dos ministros da Suprema Corte sobre as perspectivas futuras na política.

O petista foi condenado em 2020 a pagar multa de R$ 1 milhão, além de ter os direitos políticos suspensos, após a Justiça constatar irregularidades nas obras de construção do novo Centro Administrativo do DF (Centrad), localizado em Taguatinga.

Agnelo aguarda que os ministros analisem a ADPF 603, protocolada pelo Solidariedade em 2019, para questionar um conjunto de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o marco temporal para o término do prazo da inelegibilidade de candidatos em decorrência das eleições de 2014. Queiroz entrou na ação como “amicus curiae”.

Já Arruda – um dos protagonistas do Mensalão do DEM e principal personagem da Operação Caixa de Pandora – chegou a entrar em campanha para deputado federal. Uma decisão desta segunda-feira (1°/8), contudo, cassou uma liminar e tirou a possibilidade do ex-governador concorrer nas eleições de outubro.

Agora, depende apenas de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a retroatividade da nova Lei de Improbidade.

Ambos conseguiram a chancela dos partidos para disputar o cargo de deputado federal. Caso não consigam reverter a situação atual, os dois ex-governadores poderão ser substituídos na corrida ao Congresso Nacional.

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