Distrito Federal registra oito casos de feminicídio em 2022

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O Distrito Federal já registrou oito casos de feminicídio em sete meses. No mesmo período em 2021, 16 mulheres perderam a vida pelo crime de ódio. Apesar da redução, os assassinatos seguem chocando e indignando moradores da capital federal. Todos os casos envolveram selvagerias como esfaqueamentos, estrangulamentos, espancamentos, além da vítimas também terem sido alvejadas ou queimadas.

Junho foi o mês que encerrou com o maior número de casos de feminicídio em 2022; são três mortes. Em seguida:

  • Janeiro – dois casos;
  • Fevereiro – dois casos;
  • Maio – dois casos;
  • Março – um caso;
  • Junho – três casos.

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O primeiro caso ocorreu em 22 de janeiro. Eliuda Veloso, 35 anos, morreu com pancadas na cabeça. A mulher estava seminua em um matagal em Santa Maria quando teve o corpo encontrado pela polícia.

De acordo com a Polícia Civil do DF, ela foi espancada e estava sem as partes de baixo da roupa. Um suspeito, 34, acabou preso pelo crime, após fugir ensanguentado do local. Eliuda tinha quatro filhos.

A segunda vítima, Kelle Cristina Pereira da Silva, 23, ficou desaparecida por oito dias antes de ser encontrada morta em um poço de uma chácara em Brazlândia, em 24 de janeiro. O principal suspeito pelo crime é o ex-companheiro dela.

As investigações apontam que o crime pode ter sido motivado por ciúme, já que o homem não aceitava o fim do relacionamento com a jovem. O suspeito cometeu suicídio após depoimento na delegacia. Antes de morrer, ele teria negado qualquer envolvimento com a morte de Kelle.

Dedos decepados

Ana Cristina Farias de Araújo, 51, morreu esfaqueada em 1º de fevereiro, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIG). Ela teve alguns dedos decepados ao tentar defender-se dos ataques de facão do genro. A mulher levou três facadas na cabeça, uma no ombro e outra na axila esquerda.

A vítima negou-se a contar para Marcos Fernando Domingos Pereira, 26, sobre o paradeiro da filha. As duas tinham medida protetiva contra o homem. Após o feminicídio, Marcos afirmou que mataria o irmão e a irmã da ex-companheira. Ele acabou preso.

Ainda em fevereiro Eunice Maria de Sousa Barros, 54 anos, morreu após ser esfaqueada em 5 de fevereiro. A mulher chegou a ser hospitalizada em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.

Ela, mais três mulheres e uma criança de oito anos, estava em uma reunião de família em Samambaia quando o companheiro de uma das vítimas chegou ameaçando as mulheres com uma faca.

A quinta vítima de feminicídio neste ano morreu estrangulada pelo marido. Joana Santana Pereira dos Santos, 44, discutiu com o companheiro e foi encontrada desacordada dentro do quarto. O autor Silvestre Pereira de Araújo, 44, tentou suicídio em seguida, mas foi levado ao hospital pelos policias e acabou preso.

O crime ocorreu em Arapoanga, em 20 de março. O casal tinha quatro filhos que estavam dentro da residência quando a mãe morreu. Silvestre confessou o crime para um irmão antes de tentar se matar.

Corpo carbonizado

Brenda Pinheiro da Silva, 26 anos, teve o corpo carbonizado e abandonado em matagal na Samambaia. A jovem estava desaparecida há quatro dias e levou 22 facadas. Além disso, investigações apontam que a vítima teria sido estuprada. Brenda morava no Recanto das Emas e deixou três filhos pequenos.

Marina Paz Katriny, 29, também teve o corpo parcialmente carbonizado. A mulher foi encontrada na BR-070, em 18 de maio. Segundo a PCDF, ela apresentava um lesão na testa e outros dois ferimentos na cabeça provocados por disparos de arma de fogo.

Ela era atendente e natural de Rio Branco (AC). Estava em Brasília há seis meses para estudar pedagogia. Os parentes reconheceram o corpo pelas tatuagens. O companheiro de Marina acabou preso pelo crime.

A jovem Viviane Silva, 19, teve o corpo abandonado em um córrego no Setor Habitacional Água Quente, no Recanto das Emas, em 2 de junho. Apesar do corpo não apresentar sinais aparentes de agressão, a vítima estava seminua.

A estudante foi atingida por um forte golpe na cabeça e depois afogada no córrego. O autor do crime é Antônio Silva, 40. Ele é pedreiro e teria convidado a vítima para um bar.

Priscila Teixeira de Santos, 33, foi esfaqueada pelo namorado na QNH 13 de Taguatinga, em 29 de junho. A mãe de Priscila achou o corpo da filha na cozinha de casa dois dias após o crime.

A mulher se relacionava com o suspeito Gustavo Brito, 22, há pelo menos seis meses. Vizinhos relatam que os dois discutiam muito e a mulher era agredida. Priscila nunca havia registrado ocorrência.

Caso mais recente

Jakeliny Neres Ferreira, 43, morreu nesse domingo (31/7), no Paranoá. O namorado da vítima Fabrício Lima de Araújo, 27, confessou o crime e está preso. Os dois mantinham um relacionamento há três meses.

O homem esfaqueou Jakeliny após vê-la conversando com outro. Fabrício tentou fugir com a ex-namorada, mas foi preso em flagrante com as malas prontas.

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