Estoque reduzido: estados adotam estratégia para racionar vacina BCG

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Devido à redução no envio de doses da vacina BGC aos estados e municípios, anunciada pelo Ministério de Saúde em abril deste ano, as unidades federativas têm adotado estratégia para racionar o imunizante e evitar desperdícios.

Nesta quinta-feira (11/8), o Ministério da Saúde informou que prevê normalização do fornecimento aos estados até o mês de setembro. Dificuldades em adquirir o imunizante, um dos primeiros aplicados em recém-nascidos, motivaram a redução nas quantidades distribuídas.

A reportagem do Metrópoles entrou em contato com as 27 secretarias de saúde do país. Até a publicação deste texto, 14 estados e Distrito Federal retornaram o contato. Destes, apenas o Mato Grosso informou que há desabastecimento de vacinas.

Segundo a secretaria de Saúde local, o último envio de doses ocorreu em maio de 2022, quando o Ministério da Saúde mandou 9.060 imunizantes ao estado. Ao longo dos meses, a vacinação de crianças funcionou mediante agendamento ou dentro das maternidades. Os gestores aguardam envio de mais doses.

Outros estados informaram que não há desabastecimento, mas que tomam medidas para evitar o desperdício. O frasco da vacina BCG é multidose e, após aberto, é necessário utilizar todo o conteúdo em até seis horas.

Por isso, diversas unidades federativas centralizaram ou priorizaram a aplicação em locais únicos, como maternidades ou centros de saúde que realizam partos. É o caso de Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Distrito Federal, Tocantins, Rio de Janeiro, Alagoas e Paraná. Assim, o medicamento não é desperdiçado.

Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo informaram que receberam quantitativos reduzidos de doses, mas não detalharam quais ações foram tomadas para evitar desperdícios. A secretaria de Saúde do Pará informou que cabe aos municípios definir quais estratégias serão adotadas para racionar imunizantes.


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Escassez

Em ofício circular enviado em abril, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, informou sobre a diminuição do quantitativo encaminhado aos entes federativos por sete meses.

“Para que não haja desabastecimento nos serviços de vacinação, o consumo médio mensal da vacina BCG, calculado com base nas doses distribuídas aos estados, será readequado e passará para 500 mil doses/mês”, diz o documento.

A quantidade distribuída varia de acordo com a demanda de cada estado. “A readequação do quantitativo ocorreu por conta da tramitação do processo de aquisição, que envolve compra, desembaraço alfandegário e autorização pela Anvisa para a entrada do produto no país, que posteriormente é enviado para análise do controle de qualidade antes de ser distribuído para todo o país”, informou o ministério ao Metrópoles.

Vacina BCG

É recomendado que a vacina BCG, contra a tuberculose, seja administrada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento e ainda na maternidade.

Na rotina dos serviços, o imunizante é disponibilizado para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias, ainda não vacinadas. Levantamento feito pela reportagem identificou que as quantias enviadas aos estados, atualmente, variam entre 30% e 60% do solicitado.

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