Homem que detonou bomba em evento de Lula nega explosão

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A defesa de André Stefani Dimitriu de Alves Britto, réu por jogar uma bomba no evento de Lula no Rio de Janeiro, alegou na defesa ao Ministério Público do estado que seu cliente não deveria ser acusado pelo crime de explosão porque, segundo eles, “não houve explosão”. Uma bomba caseira, com fezes, explodiu no evento de Lula no último dia 11.

Além de defender que não houve explosão e que pessoas não poderiam ter sido feridas pelo artefato explosivo para sustentar a soltura de André Stefani, os advogados alegam também que os policiais “pegaram o homem errado”. Segundo o advogado José Maria Valle, o acusado estava apenas passando pelo local.

A prisão preventiva de André Stefani foi decretada com base no relato de testemunhas que estavam no local e viram a bomba caseira sendo arremessada para dentro do evento. O acusado, segundo a Polícia Civil, usava adesivos de Lula e Marcelo Freixo para se camuflar na multidão de pessoas.

Até agora, o Ministério Público do estado, que ofereceu denúncia à Justiça no dia 17 de julho, tem apenas o relato das testemunhas. O órgão pediu a quebra do sigilo telefônico de André Stefani e as imagens das câmeras do local para dar continuidade às investigações.

Segundo o MP do Rio, é preciso apurar se o caso foi isolado ou se houve um mandante. O órgão, assim como a Justiça e a Polícia Civil, expressou preocupação com as eleições.

“Ainda que o denunciado não tenha manifestado preferência por qualquer possível candidato ao pleito, é importante que haja uma resposta dura a quaisquer atos que atentem contra a vida e a integridade física dos apoiadores de qualquer um dos possíveis candidatos com o fim de coibir novos atos desta natureza, bem como o recrudescimento da violência física, à medida que o pleito se aproxima”, afirmou o MP.


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