Jornalista baleado em São Paulo é ativista LGBTQIA+ e filiado ao PSOL

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Egberto Caliani, 39 anos, baleado no rosto no último domingo (14/8) durante uma tentativa de assalto em São Paulo, morava no interior e trabalhava como repórter até pouco tempo. No início deste ano, ele afirmou que deixaria a profissão no qual atuava há 14 anos, para ser trabalhar na capital paulista como professor de português da rede estadual de ensino.

As mudanças de ares e de carreira foram anunciadas nas redes sociais. “E assim eu começo um novo ciclo em minha vida, em novo emprego e nova cidade. Na tão sonhada ‘selva de pedra’. Agora, como professor do Programa de Ensino Integral. Pra quem me acompanhou durante esses 15 anos no telejornalismo, o meu muito obrigado! Vocês não me verão mais na telinha, mas continuarei aqui pelas redes”, escreveu, ao anunciar a novidade.

Antes de decidir lecionar, Egberto trabalhou em jornais impressos e na TV. Sua primeira oportunidade de trabalhar na telinha foi na sucursal de Presidente Prudente do SBT Interior. Nos últimos oito anos, ele atuou como repórter na Record TV de São José do Rio Preto (SP), fazendo entradas ao vivo em programas nacionais como o Balanço Geral e Fala, Brasil.

Nas redes sociais, o paulistano também se define como “ativista LGBTQIA+ e filiado ao PSOL”. Ele chegou a participar da organização da 5ª Parada LGBTQIA+ de Osasco, que aconteceu no início do mês, e também marcou presença na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.


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Estado de saúde de Egberto é “delicado”

Egberto foi baleado na cabeça durante um assalto no domingo (14/8) em São Paulo. O jornalista, que está em estado de saúde “delicado”, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP).

Imagens de câmeras de segurança divulgadas pelo portal G1 mostram o momento que o jornalista estaciona o carro em Rio Pequeno e dois homens se aproximam em uma moto. Um dos suspeitos desce do veículo, coloca parte do corpo dentro do carro e atira em Caliani.

Em seguida, os homens fogem do local. O veículo em que o profissional e um amigo estavam acelerou e bateu em um poste. A outra pessoa envolvida no acidente não se feriu.

O caso foi registrado como tentativa de latrocínio. Nenhum suspeito foi preso, segundo a reportagem.

Egberto trabalhou oito anos como repórter em São José do Rio Preto há um ano trabalha como professor na capital. A família informou que a bala atingiu o rosto dele e está alojada na cabeça.

 

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