Planalto abre investigação e Arthur Weintraub reage: “Após dois anos?”

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Ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, Arthur Weintraub reagiu, nesta sexta-feira (5/8), após tomar conhecimento que passou a ser investigado pela Comissão de Ética Pública do Palácio do Planalto por declarações “antiéticas” nas redes sociais.

O procedimento ocorre dois anos após o advogado ter deixado a função pública e coincide com a elevação no tom crítico ao atual governo, o que indignou Weintraub.

“Dois anos depois que eu saí da Presidência, que eu não trabalho mais para o governo, eu recebo esta denúncia de suposta conduta antiética nas redes sociais. Só que agora há uma diferença, não é mais o PT ou ou a esquerda. Aqui está falando que eu fiz posts jocosos contra apoiadores do governo. Então, é o algo novo”.

Arthur Weintraub lembra que a Comissão de Ética Pública, órgão subordinado ao titular do Palácio do Planalto, já o processou anteriormente por motivos parecidos.

“Agora eu estou sendo processado, investigado porque eu fiz posts supostamente contra apoiadores do governo. Não roubei, não cometi corrupção, nada. Eu só eu me pergunto por que o Milton, o ex-ministro do MEC que veio depois do meu irmão, não foi investigado pela Comissão de Ética? Aliás, um detalhe: o Milton foi membro da Comissão de Ética antes de ser ministro e indicado pelo Bolsonaro. E  inclusive ele foi preso pela Polícia Federal e ele não foi investigado pela comissão”.

Entenda

A Comissão de Ética da Presidência da República abriu o procedimento para apurar uma denúncia contra Arthur Weintraub, que é irmão do ex-ministro Abraham Weintraub, pela conduta nas redes sociais enquanto ocupava a assessoria especial da Presidência.

Ex-aliado de Bolsonaro, os irmãos Weintraub se filiaram ao PMB (Por Mais Brasil) e vão se candidatar para deputado federal por São Paulo.

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