TikTok: Parlamento britânico fecha conta por temer vazamentos na China

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O parlamento do Reino Unido decidiu encerrar sua conta oficial no TikTok, nesta quarta-feira (3/8), após deputados manifestarem preocupação com um eventual vazamento de dados compartilhados na rede social para o governo chinês. A plataforma de vídeos é da empresa ByteDance, com sede na China.

Em carta compartilhada nas redes sociais, vários parlamentares alertaram para a “falta de segurança das informações publicadas no aplicativo”. Eles afirmaram ter enviado documentos aos líderes da Câmara dos Comuns e dos Lordes, na semana passada, para pedir que a conta da rede social fosse eliminada.

Os deputados que assinam a carta informam estar “surpresos e desapontados” pelo lançamento da conta do parlamento na rede social ter sido lançada após “relatos recentes explicitarem que informações publicadas no TikTok são frequentemente transferidos para a China”.

“O risco de vazamento de dados no aplicativo é considerável, fato que levou o governo dos Estados Unidos a restringir o uso do app em 2020″, diz o ofício. “Nós insistimos para que a conta seja removida até que seja provado que não há envio de dados para a China”.

Em resposta, representantes das câmaras ressaltaram que a conta no TikTok era “uma tentativa de engajar o público mais jovem — que nem sempre é ativo nas demais rede sociais — com as atividades desenvolvidas pelo Parlamento. Contudo, “não foram consultados sobre os planos para este projeto piloto” e, por isso, tomaram a decisão de encerrar a conta com efeito imediato.

A deputada responsável pela reclamação, Nus Ghani, agradeceu pelo posicionamento e concluiu: “O bom senso prevalece”. Também assinam o documento os parlamentares Iain Duncan Smith, Tim Loughton, Tom Tugendhat, Lorde David Alton e Helena Kennedy.

O TikTok foi o aplicativo mais baixado de 2020 ao redor do mundo, ultrapassando o Facebook. No ano passado, a plataforma anunciou ter ultrapassado a marca de 1 bilhão de usuários ativos mensais em todo o mundo. Segundo um relatório da consultoria AppAnnie, os britânicos passam, em média, 26 horas por mês visualizando vídeos na rede social.

Em conflito com os EUA

Há dois anos, o presidente Donald Trump disse que baniria o TikTok nos Estados Unidos por meio de uma ordem executiva e anunciou uma série de restrições contra a plataforma.

Segundo o governo norte-americano à época, a rede social representaria um risco para a segurança nacional do país, pois funciona como veículo para obtenção de informações sigilosas.

O tema voltou ao centro de debates nos últimos meses, após um grupo crescente de legisladores dos EUA voltar a pedir que o governo Biden tome medidas contra a rede social por preocupações sobre a privacidade de dados. As tentativas de banir a rede social em território norte-americano foram revogadas após a saída de Trump do cargo.

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