Cargos secretos: MP do Rio descobre mais R$ 22 mi em saques em espécie

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Dados do Banco Bradesco, encaminhados ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), revelam uma nova leva de saques em dinheiro vivo feitos por funcionários com cargos secretos da Fundação Ceperj, que é vinculada ao governo do estado.

Conforme os dados, os comissionados sacaram R$ 22 milhões em dinheiro vivo entre setembro e dezembro do ano passado. A informação foi revelada pelo portal UOL, neste sábado (24/9).

Esse valor se junta, agora, aos saques já identificados anteriormente pela investigação. Entre janeiro e julho deste ano, já tinham sido retirados R$ 226,4 milhões em espécie.

Com a nova leva, os saques atingem o total de R$ 248,4 milhões, que é correspondente a 91% de tudo que já foi pago aos funcionários da Ceperj desde setembro do ano passado.

Suspeitas

O MPRJ investiga suspeitas de que as contratações na Ceperj tenham sido feitas com fins eleitorais, visando a reeleição do atual governador Cláudio Castro (PL).

Os dados demonstram que houve uma alta expressiva nos pagamentos da Fundação, conforme a aproximação do período eleitoral.

Em setembro de 2021, quando começou a chamar a atenção o volume de projetos sem transferência, gastou-se R$ 1 milhão. Em dezembro, três meses depois, o valor chegou a R$ 13 milhões. Em julho deste ano, atingiu R$ 72 milhões.

Conforme o levantamento do MPRJ, nos últimos quatros meses de 2021, mais de 11,6 mil pessoas foram contratadas em cargos secretos pela Ceperj. Esse número saltou para 27.665, entre janeiro e julho deste ano.

O governo do Rio nega qualquer ilícito eleitoral na gestão da Fundação. “Desde o início das denúncias relacionadas à prestação de serviços para programas sociais da Fundação Ceperj, o governador Cláudio Castro determinou transparência e diálogo constante entre o governo, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado”, diz nota.

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