Paralisação de enfermeiros afeta atendimento em hospitais do DF

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Algumas unidades de saúde do Distrito Federal sofrem, nesta quarta-feira (21/9), com a ausência de enfermeiros. A categoria está paralisada em parte do país promovendo protestos contra a suspensão do piso salarial. Há manifestações no DF e em Goiás, por exemplo.

Hoje pela manhã, a sala de espera da emergência do Hospital de Base do DF estava lotada. Por volta das 9h30, mais de 45 pacientes aguardavam para passar pela triagem.


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Mesmo com pulseira de risco amarela, de classificação urgente, pacientes foram avisados de que o atendimento demoraria mais do que o normal por “falta de equipe de enfermeiros”.

A profissional de serviços gerais Mônica Rosa, 54 anos, chegou ao hospital às 7h30 com o filho, de 23 e, às 9h40, ele ainda não havia sido atendido.

“Ele está com febre e vomitando. Como é transplantado, eu acredito que pode ser uma infecção urinária. Sente muita dor e, até agora, não recebemos atendimento”, reclamou Mônica.

Veja imagens das manifestações em Brasília:


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A comerciante Mariana Oliveira Bastos, 24, voltou para casa sem atendimento. Chegou ao Hospital de Base às 8h em busca de um ortopedista para o filho, de 6. Mariana conta que esperou mais de uma hora para passar pela triagem e, depois, soube que deveria seguir para a unidade de saúde do Paranoá.

“Ou seja, esperei mais de 1h para receber um ‘não’. Disseram que aqui está sem pediatra e que eu deveria buscar atendimento em outra unidade, pois estão sem esse especialista. Não entendi, porque ele poderia ser avaliado por um ortopedista, já que o problema é no pé”, comentou.

Asa Norte

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) estava com uma grande fila para triagem por volta das 10h15. Pacientes que aguardam o atendimento do médico relatam que esperaram mais de duas horas na triagem.

“Cheguei aqui às 8h e, só às 10h, eu consegui passar pela triagem. Agora, devo esperar mais uma hora, pelo menos, para ser atendida pelo médico. Está tudo lotado”, lamentou a aposentada Regiane Pereira, 64.

A equipe do hospital alertou os pacientes que está sem profissionais de enfermagem suficientes para atendimento pleno.

Apelo

A secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, reuniu-se, na segunda-feira (19/9). com as entidades representativas da enfermagem e negociou o funcionamento de 30% das atividades durante a paralisação programada para esta quarta-feira. O apelo foi voltado especialmente para a manutenção dos serviços em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em unidades de emergência. A Secretaria de Saúde espera que o acordado com as categorias seja cumprido.

A paralisação da categoria vai durar 24h. O objetivo da ação é pressionar o Congresso Nacional para que encontre as fontes de custeio do piso salarial. “A gente quer que o piso seja reconhecido e é inevitável essa movimentação em todo o país. Mas temos discutido com os enfermeiros de cada unidade a importância de ter alguém nos Caps, nas UBSs”, declarou Jorge Henrique, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiros).

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