Vídeo: suspeito de matar companheira no DF é preso no Espírito Santo

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A Polícia Civil do Espírito Santo deteve, nessa segunda-feira (19/9), Evanildo das Neves da Hora, 38 anos (foto em destaque), suspeito de matar Cilma da Cruz Galvão em outubro de 2021. Segundo a polícia, o homem estava em uma empresa de Aracruz, no norte daquele estado, no momento da prisão. Ele tinha um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal e Tribunal do Júri de Santa Maria, no DF, no ano passado, e estava foragido desde então.

Veja vídeo da prisão:

 

À época do crime, uma câmera de segurança flagrou Evanildo deixando a casa de Cilma, em 3 de outubro, por volta da 1h30, com uma mochila nas mãos. Essa foi a última vez que o suspeito foi visto, antes de desaparecer.

Confira as imagens:

O corpo de Cilma foi encontrado pelo filho dela, no apartamento onde ela morava com o suspeito, na Quadra 203, no Setor Total Ville, em Santa Maria. Quando o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) chegou ao local, a mulher apresentava rigidez cadavérica e perfurações pelo corpo.

De acordo com as investigações, Evanildo das Neves da Hora, conhecido pelos vizinhos como Baiano, já havia cumprido pena por tentativa de homicídio, cometido na Bahia.

A Polícia Civil do Espírito Santo informou que, após ter sido conduzido ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o homem será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Aracruz.


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Relembre o caso

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Cilma mantinha relacionamento amoroso com o suspeito por cerca de seis meses.

“De acordo com as testemunhas, Cilma tentava colocar fim ao relacionamento, fato não aceito por Evanildo, que cobrava o valor do aluguel de, aproximadamente, seis meses que o casal morou junto. Foi possível esclarecer, ainda, que, no dia anterior ao crime, a vítima estaria tentando viabilizar o valor pretendido por Evanildo para pagá-lo”, informou, à época, o delegado Alexander Traback, da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria).

Valdilene Silva, 47, prima da vítima, disse ao Metrópoles que o casal começou a morar junto 15 dias após o início do relacionamento. “Foi tudo muito rápido. Eles se conheceram e, 15 dias depois, a Cilma o botou para dentro da casa dela e aconteceu o que aconteceu. As irmãs dela nunca quiseram que ela vivesse com esse homem, já que era um desconhecido”, contou a prima.

Valdilene acrescentou que, quando Cilma passou a se relacionar com o acusado, “andava apenas de cabeça baixa e conversava pouco com a família”. “Vivia mais dentro de casa, e sabíamos muito pouco da vida dela. Ela não era assim. Não sei se eles viviam bem, mas a última coisa que soubemos era que ela tinha falado que não queria mais ficar com ele”, revelou.

“A minha prima era uma mulher muito guerreira, tinha o apartamento dela, carro dela e não precisava dele para nada”, lamentou Valdilene.

Políticas para mulheres

Cilma atuava como diretora de Políticas para Mulheres e Combate ao Racismo no Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindserviço-DF).

Um perfil de Cilma no site do Sindserviços descreve que a mulher era natural de Codó, no Maranhão (MA), e ingressou na direção da entidade em 2007. Ela era funcionária da empresa Ipanema. O texto a descreve como uma pessoa “atuante e representativa”, presença constante nos congressos da CUT Brasília (Cecut-DF) e do Congresso Nacional dos Trabalhadores das Áreas de Serviços e Comércio, promovido pela Contracs-CUT.

Em 2010, participou da Associação dos Moradores do Residencial Dom Bosco, em Cidade Ocidental (GO).

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