Bruna x Key: conflito e rivalidade no BBB23 tem chances de virada?

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Ainda é impossível presumir se Key Alves e Bruna Griphao se entenderão em algum momento do BBB23. Com apenas duas semanas de jogo e cada uma delas bastante determinada em suas convicções sobre a outra, o cenário é de uma rivalidade que pouco se explica. Para a dra. Diana Bonar, especialista em mediação e gestão de conflitos, o desafio delas se tornarem amigas no programa é justamente o contexto dele. Conversamos também com a psicóloga Maria Rafart. Entenda nas próximas linhas o que está permeando em torno de Bruna e Key.

“Não existe influências positivas que ajudem a desconstruir essa narrativa, pessoas que tentem agir como mediadores informais que contribuam para que uma não veja a outra como rival, para que elas possam se aproximar e ter uma conversa. É tudo muito tenso e intenso no BBB23. E esse é um desafio de rever os nossos conceitos quando não se tem influência que nos ajude nesse sentido”, explica Diana Bonar, com 13 anos de atuação na área.


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É impossível Key e Bruna serem amigas?

“Acho que não. Conforme a dinâmica da casa vá mudando e as pessoas forem saindo, talvez elas tenham a oportunidade de estarem num mesmo time ou de trocar uma ideia de maneira mais amistosa, de se colocarem vulneráveis em algum momento. Ou uma delas baixa a guarda e busca essa comunicação mais genuína ou alguém da casa possa fazer esse papel de ponte, ajudando a costurar uma aproximação e a desconstrução desse olhar competitivo”.

O quê explica a rivalidade feminina?

“A questão da rivalidade feminina é essa busca pela autoestima. Uma pessoa que tem baixa autoestima, ela acaba elaborando uma estratégia para se sentir bem. Ela faz isso em detrimento das outras pessoas, competindo, colocando para baixo, fazendo bullying, provocando. E na verdade isso pode vir de uma insegurança”, diz a profissional.

Dra. Diana Bonar informa que uma pessoa que se sente segura, que se aceita, que reconhece sua beleza, sua potência, suas habilidades e fraquezas, ela não se comporta assim, ela se comporta inspirando outras mulheres, estendendo a mão, confiando, elogiando, ajudando na construção da autoestima das outras pessoas, mas sem usar o lugar de comparação. “A comparação é muito negativa”, alerta.

“Numa perspectiva de gestão de conflitos, quando entro em conflito com alguém, é porque eu faço uma leitura da realidade, seja ela verdadeira ou não, que é a outra pessoa, pela sua personalidade, pela forma que ela fala ou decisões que ela toma, ela é uma ameaça a alguma coisa que é importante para mim, seja minha integridade, minha segurança, minha autoestima, é um lugar muito subjetivo. Por isso, quanto mais autoconhecimento nós temos, mais capacidade nós temos de se envolver em diálogos construtivos, de chamar uma pessoa para conversar, de checar se essa leitura que eu tenho da realidade, se ela é realmente verdadeira ou falsa”.

Alerta machismo?

“Não existe mulher machista, o que existe são mulheres influenciadas pelos machismo e que acabam repetindo padrões que são ruins para ela mesma e para outras mulheres. Quando a gente fala machismo, é especificamente um grupo do gênero masculino que submete pessoas do gênero feminino. Isso requer uma dinâmica de opressor e oprimido.

Mulheres que reproduzem comportamentos machistas ou misóginos, que acabam sendo preconceituosas ou diminuindo outras mulheres, significa que elas ainda estão vendo o mundo a partir dessa lente machista patriarcal, onde a mulher é submissa ao homem, onde a mulher não pode se vestir de saia curta, onde ela acha que a culpa do assédio é da mulher e que existe essa culpabilização da vítima, onde ela acha que a mulher deve se comportar de maneira ‘x’ em relação ao homem.

Então, se uma mulher vê o mundo dessa forma, é porque ela está sendo muito influenciada pela narrativa machista. Todas nós fomos criadas dentro de um paradigma e existe um esforço consciente para que a gente estude, leia autoras feministas como Djamila Ribeiro, para que a gente entenda o que a gente está reproduzindo e qual o efeito disso, e como sair dessa armadilha.

Essas mulheres que reproduzem isso ainda não tem consciência do que é ser feminista. Feminismo não tem nada a ver com ser contra os homems, é um movimento que busca equidade de gênero, que é onde homens e mulheres tem acesso aos mesmos direitos de liberade de ir e vir e se sentir segura, ganhar salários iguais, poder votar, ter propriedade particular, que são coisas que nos anos 50 nem era possível. É importante que cada vez mais a sociedade abra espaços para diálogos e conscientização a essa questão”.

Psicóloga Maria Rafart analisa rivalidade entre Griphao e Key Alves 

“Só temos a palavra ‘sororidade’, que na prática significa a promoção de empatia e colaboração entre mulheres, porque durante séculos as mulheres foram criadas para concorrer umas contra as outras. O que costura como um fio invisível esta competição são arremedos de justificativa muito tristes: é como se uma mulher sempre precisasse ser mais bonita, mais jovem, mais bem sucedida, mais bem casada do que a outra.

Quer saber quando acontece rivalidade feminina? Preste atenção nas ofensas que uma mulher dirige à outra numa discussão: geralmente são expressões carregadas de preconceito machista. Quando vemos, por exemplo, uma atleta da envergadura de Key Alves xingando a atriz Bruna Griphao de ‘vagabunda’, compreendemos que a sororidade passou longe nesta hora, e que ela tenta desqualificar a rival com uma expressão que no imaginário coletivo ainda quer dizer que uma mulher vale menos do que a outra (infelizmente).

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