“Faraó das Bitcoins” perde 20 kg após um ano e meio preso no Rio. Veja

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Depois de passar um ano e meio preso no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em Bangu 1 (RJ), o “Faraó das Bitcoins” perdeu cerca de 20 quilos. Glaidson Acácio dos Santos estava preso na unidade desde agosto de 2021, depois de roubar, pelo menos, R$ 38 bilhões em investimentos na empresa GAD Consultoria e Tecnologia, que usava o discurso das “criptomoedas” para criar uma espécie de pirâmide financeira e tirar dinheiro de investidores.

No fim da manhã desta quarta-feira (25/1), Glaidson foi transferido da penitenciária na capital carioca para um presídio de proteção máxima no Paraná, a pedido do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Há um mês, o magistrado solicitou a transferência por considerar que o condenado ainda liderava o esquema criminoso de dentro da cadeia.

“Além disso, é comprovada a tentativa de fornecimento de aparelhos celulares ao mesmo com certeza para que continue a gerenciar a operação não só de fraude ao sistema financeiro nacional como de homicídios e opressões”, argumentou Marcello na solicitação, deferida pelo juiz federal corregedor do Paraná, Paulo Sérgio Ribeiro.

Às 11h48 desta quarta, Glaidson embarcou para o Paraná após ser escoltado por equipes compostas por policiais federais e policiais penais do Serviço de Operações Especiais (SOE) e da Divisão de Recapturas (Recap) da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). No novo estado, o “Faraó das Bitcoins” será alocado na Penitenciária Federal de Catanduvas.

Relembre o caso

Gleidson Acácio foi preso durante investigação da Operação Novo Egito do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco-MPRJ). A ação foi responsável por apurar um esquema de pirâmide financeira que fraudava o investimento em criptomoedas no Rio de Janeiro, liderada pela empresa GAD Consultoria e Tecnologia.

Por meio da firma, o “Faraó das Bitcoins”, prometia 10% de retorno do valor empregado pelos investidores, o que não acontecia, conforme denunciaram diversas vítimas ao Ministério Público Federal.

O processo constatou, porém, que parte dos recursos obtidos com o golpe era utilizada para custear aluguel de carros, compra de armas, pagamento de seguranças e contratação de detetives e pistoleiros para assassinar concorrentes e garantir o monopólio do mercado de bitcoins na Região dos Lagos (RJ).

Seis empresas de fachada participavam do esquema para facilitar a chegada da verba até uma espécie de “setor de inteligência” que monitorava o mercado e mapeava as ameaças. Outras duas organizações, a Central Pescados e Alimentos Mourão e a Alfabank Consultoria e Investimentos, eram utilizadas para o dinheiro chegar até os executores dos crimes.

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