Perícia marca digitais de bolsonaristas no Planalto; veja atual estado do prédio

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Após ter sido um dos alvos de atos terroristas promovidos por bolsonaristas radicais nesse domingo (8/1), o Palácio do Planalto passou por uma perícia para identificar os responsáveis pelo crime no prédio da Presidência da República.

Funcionários da Polícia Civil e da Polícia Federal marcaram as digitais de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no que restou das vidraças da fachada do prédio. O material vai auxiliar a investigação para punir os responsáveis e participantes envolvidos nos atos antidemocráticos.

Veja nas imagens abaixo:


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Um dia após o vandalismo, o Palácio do Planalto foi limpo. Havia cadeiras, vidros e móveis quebrados, além de obras de arte danificadas. Mais cedo, as vidraças da fachada da Presidência que foram destruídas nos atos começaram a ser retiradas.

Confira o momento:

O Salão Nobre do Planalto, que nesse domingo estava completamente revirado, passou por limpeza. No local, restaram os danos às paredes espelhadas e os vidros que cercam o prédio. Obras de arte foram recolhidas para reparos.

Veja:

No térreo da Presidência, o local onde ficava a galeria de todos os presidentes que governaram o Brasil agora está vazio. Além disso, quase toda a extensão do prédio está sem vidro.

Confira:

Patrimônio histórico destruído

Além dos vidros, o Palácio do Planalto teve obras destruídas por bolsonaristas. Segundo levantamento preliminar da Presidência, obras importantes, como o Relógio, de Balthazar Martinot, de valor inestimável; As Mulatas, de Di Cavalcanti, avaliada em R$ 8 milhões; e O Flautista, de Bruno Giorgi, de R$ 250 mil, também foram alvos dos atos antidemocráticos.

 


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De acordo com o Palácio do Planalto, os bolsonaristas destruíram obras que estavam no térreo, no primeiro e no segundo andares do prédio. Veja a lista abaixo:

No andar térreo:

  • Obra “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo, de 1995 — a pintura, que reproduz a bandeira nacional hasteada em frente ao palácio e serviu de cenário para pronunciamentos dos presidentes da República, foi encontrada boiando sobre a água que inundou todo o andar, após vândalos abrirem os hidrantes ali instalados.
  • Galeria dos ex-presidentes — totalmente destruída, com todas as fotografias retiradas da parede, jogadas ao chão e quebradas.

No 2º andar:

  • O corredor que dá acesso às salas dos ministérios que funcionam no Planalto foi brutalmente vandalizado. Há muitos quadros rasurados ou quebrados, especialmente fotografias. O estado de diversas obras não pôde ainda ser avaliado, pois é necessário aguardar a perícia e a limpeza dos espaços para só daí ter acesso às obras.

No 3º andar:

  • Obra “As mulatas”, de Di Cavalcanti — a principal peça do Salão Nobre do Palácio do Planalto foi encontrada com sete rasgos, de diferentes tamanho. A obra é uma das mais importantes da produção de Di Cavalcanti. Seu valor está estimado em R$ 8 milhões, mas peças desta magnitude costumam alcançar valores até 5 vezes maior em leilões.
  • Obra “O Flautista”, de Bruno Jorge — a escultura em bronze foi encontrada completamente destruída, com pedaços espalhados pelo salão. Está avaliado em R$ 250 mil.
  • Escultura de parede em madeira de Frans Krajcberg — quebrada em diversos pontos. A obra se utiliza de galhos de madeira, que foram quebrados e jogados longe. A peça está estimada em R$ 300 mil.
  • Mesa de trabalho de Juscelino Kubitscheck — exposta no salão, a mesa foi usada como barricada pelos terroristas. Avaliação do estado geral ainda será feita.
  • Mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues — o móvel abriga as informações do presidente em exercício. Teve o vidro quebrado.
  • Relógio de Balthazar Martinot — o relógio de pêndulo do Século XVII foi um presente da Corte Francesa para Dom João VI. Martinot era o relojoeiro de Luís XIV. Existem apenas dois relógios deste autor. O outro está exposto no Palácio de Versailles, mas possui a metade do tamanho da peça que foi completamente destruída pelos invasores do Planalto. O valor desta peça é considerado fora de padrão.

O diretor de Curadoria dos Palácios Presidenciais, Rogério Carvalho, disse que será possível recuperar a maioria das obras vandalizadas, mas estima como “muito difícil” a restauração do Relógio de Balthazar Martinot.

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