As mil faces do golpista que foi de estagiário a delegado da PF

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Eudes Bembem de Miranda, de 42 anos, preso nessa terça-feira (13/11) ao se passar por delegado da Polícia Federal, é experiente no mundo do crime.

Segundo processos que tramitaram no Distrito Federal e até mesmo no estado do Piauí, o golpista costumava ganhar a vida criando identidades diferentes, e tornou-se especialista no uso de documento falso. Em um dos casos, ele se passou por estagiário do Ministério da Fazenda e ostentou um contracheque no valor de R$ 13 mil.

Em fevereiro de 2013, Miranda foi preso por policiais civis da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II). Ele se apresentava como estagiário do Ministério da Fazenda e carregava na mochila um contracheque com salário de R$ 13 mil.

À época, a polícia até conseguiu confirmar que o estelionatário, de fato, chegou a trabalhar no ministério. Contudo, o homem já havia sido desligado após a Corregedoria do órgão desconfiar dos golpes cometidos pelo farsante.

Após a demissão, o Ministério procurou a polícia para informar que o suspeito seguia frequentando o prédio e pedindo favores aos servidores. Durante as investigações, os policiais descobriram que o estelionatário já havia sido preso no Piauí em 2006 por se passar por delegado do Pará.


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Em 2012, Miranda voltou a ser preso ao se apresentar como delegado da Polícia Civil Distrito Federal. Contudo, foi solto pouco tempo depois. Além disso, ele também já respondeu por crimes da Lei Maria da Penha e porte ilegal de arma de fogo.

“Leo Venice”

Conforme noticiado pela coluna, a Polícia Federal (PF) prendeu Eudes Miranda nessa terça-feira (13/11). A prisão em flagrante foi convertida para preventiva.

Com a alcunha de Leo Venice, Eudes perambulava por um condomínios de alto padrão no Park Sul, como se fosse morador. O golpista também se identificava como delegado da PF e portava armas de fogo, e chegava a até exibir uma carteirinha da corporação.

O comportamento do suspeito chamou a atenção de um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que teria verificado se o homem, de fato, era da Polícia Federal. A PF então constatou que se tratava de um farsante e prendeu o golpista por falsidade ideológica e uso de documento falso.