Calor extremo atinge 12 capitais no fim de semana, com mais de 35ºC

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Com a onda de calor que se instalou em todo o país, boa parte das capitais federais teve temperaturas acima de 30ºC. Esse número vai além: 12 delas tiveram temperaturas acima dos 35ºC neste domingo (12/11).

O destaque vai para o Rio de Janeiro, que chegou a registrar 40,4ºC e deteve o recorde de temperatura máxima no Brasil, e para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a única abaixo dos 30ºC.

Cerca de 12 capitais registraram temperaturas acima dos 35ºC neste domingo (12/11). Destas, sete capitais beiraram os 40ºC: Rio de Janeiro, Vitória (ES), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Terezina (PI) e Palmas (TO).

A Região Sul encontra-se em alerta vermelho para tempestades, com acúmulo de chuva acima dos 100 mm na região centro e sul do Rio Grande do Sul. Contudo, ainda sim, Florianópolis (SC) chegou a registrar 30,8ºC.

Veja as capitais federativas e suas temperaturas máximas neste domingo (12/11)

  • Rio Branco (AC): 36,8ºC;
  • Maceió (AL): Sem dados*;
  • Manaus (AM): 35,6ºC;
  • Macapá (AP): 34,7ºC;
  • Salvador (BA): 31,7ºC;
  • Fortaleza (CE): 32,9ºC;
  • Brasília (DF): 32,6ºC;
  • Vitória (ES): 37,7ºC;
  • Goiânia (GO): 37,6ºC;
  • São Luís (MA): 31,9ºC;
  • Belo Horizonte (MG): 36,1ºC;
  • Campo Grande (MS): 37,7ºC;
  • Cuiabá (MT): 39,7ºC;
  • Belém (PA): 35ºC;
  • João Pessoa (PB): 32,8ºC;
  • Recife (PE): Sem dados*;
  • Terezina (PI): 38,9ºC;
  • Rio de Janeiro (RJ): 40,4ºC;
  • Natal (RN): Sem dados*;
  • Porto Velho (RO): Sem dados*;
  • Boa Vista (RR): Sem dados*;
  • Aracaju (SE): Sem dados*;
  • São Paulo (SP): 36,7ºC;
  • Palmas (TO): 37,7ºC;
  • Curitiba (PR): 34,8ºC;
  • Porto Alegre (RS): 24,4ºC;
  • Florianópolis (SC): 30,8ºC (mesmo com aviso de tempestade);
  • *sem dados: não existem estações para registro na região, ou elas estão em pane.

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Expectativa para a semana e histórico da onda de calor

O Metrópoles conversou com a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Andreia Ramos, que revelou que a expectativa é de que a onda de calor persista até esta quarta-feira (15/11). Contudo, ela destacou que isso não significa necessariamente que os próximos dias trarão alívio. “A onda de calor permanece até quarta. Mas não significa que de quinta pra sexta não persista”, afirmou.

“Apesar da onda de calor até quarta-feira, não significa que vai amenizar. Vai persistir ao longo da semana, e até quarta-feira podem se bater alguns recordes históricos”, ressaltou Andreia.

Essa é a oitava onda de calor registrada neste ano no Brasil. Só em setembro, foram duas ocorrências, que coincidiram com o pico do fenômeno El Niño. A capital amazonense, Manaus, chegou a atingir 40ºC neste período e quebrar recorde histórico, que só havia sido atingido há 113 anos.

A perspectiva, contudo, é de que uma frente fria, vinda da região Sul do país, traga tempestades, em detrimento das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global, no qual o El Niño é intensificado. “Já tem umas chuvas na região Sudeste, vamos ter uma frente fria um pouco mais forte no Sul… As chuvas podem vir com característica de tempestade [solo seco, levantamento de poeira, possibilidade de queda de granizo]”, detalhou a meteorologista Ramos ao Metrópoles.

Recomendações e cuidados

As autoridades recomendam à população ingerir bastante líquido, evitar atividades físicas, evitar a exposição ao Sol nas horas mais quentes do dia, usar hidratante e umidificador, proteção contra o Sol e o calor (usar chapéus, evitar exposição, roupa solta), e em caso de mal-estar durante o período, procurar a ajuda de pessoas próximas ou centros de saúde.

Se tudo mais falhar, deve-se buscar informações junto à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros.

Onda de calor e El Niño e sua relação com o calorão

O fenômeno El Niño, que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, ocorre a cada cinco e sete anos, e afeta diversos países — entre eles, o Brasil. O El Niño contribui para que a primavera e o verão registram temperaturas em torno ou acima da média, favorecendo períodos prolongados de calor mais intenso. Com o aquecimento global, os impactos nas temperaturas tendem a aumentar.

O aquecimento global, que pode intensificar o El Niño, é causado pelo acúmulo crescente de dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera, graças a ações de intervenção humana relacionadas à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento.